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Até os pilotos de Fórmula 1 ganham corridas no ginásio
Fitness
Com 20 anos e 68 dias, Kimi Antonelli sagrou-se no México o campeão mais jovem da história da Fórmula 1. Quando vemos um piloto sentado num carro, é fácil pensar que o trabalho é todo da máquina. Só que, para aguentar uma corrida, os pilotos treinam como atletas, e grande parte desse trabalho acontece longe da pista.
Sentado, mas longe de descansar
Nas curvas e nas travagens, os pilotos enfrentam forças acima dos 5 G. A temperatura dentro do carro pode passar os 50 °C e, segundo a própria Fórmula 1, a frequência cardíaca pode manter-se acima das 170 batidas por minuto durante longos períodos. Em corridas como a de Singapura, um piloto pode perder até 4 kg em água.
Agora junta a isso a concentração de quem toma decisões em frações de segundo, a mais de 300 km/h. Sem preparação física, o corpo não aguentava o ritmo do carro.
O que um piloto treina fora da pista
O pescoço. Tem de segurar a cabeça e o capacete em cada curva. A Fórmula 1 conta que Lando Norris o treina pelo menos cinco vezes por semana e que os pilotos chegam a levantar até 40 kg só com os músculos do pescoço.
O tronco. Ajuda a estabilizar o corpo e a controlar o volante. Um dos exercícios imita o gesto da direção: sentado no chão, o piloto roda um disco com peso de um lado para o outro.
O cardio. Os pilotos trabalham a capacidade aeróbia para aguentar o esforço e o calor. Entre os testes dos pilotos está um sprint de três minutos em que o objetivo é passar os 900 metros.
A cabeça. Reflexos e resistência mental também se treinam, porque é preciso continuar a decidir bem quando o corpo já está cansado.
O descanso. A Fórmula 1 lembra que o sono é tão importante como os treinos, porque é no descanso que o corpo se adapta ao esforço. Nós também achamos que dormir faz parte do plano de treino.
Tu também passas horas sentado
A tua corrida é outra: o computador, o carro, as reuniões, o sofá ao fim do dia. A Organização Mundial da Saúde recomenda limitar o tempo sedentário, fazer pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana e lembra que o trabalho de força faz bem a toda a gente.
Se costumas acabar o dia com o pescoço preso, há mais um motivo para treinar. Uma revisão Cochrane sobre dor no pescoço não encontrou evidência de alta qualidade, mas indica que exercícios específicos de fortalecimento podem ajudar quem tem dor crónica, ao contrário dos alongamentos feitos sozinhos, que não mostraram benefícios. Se a dor persistir ou piorar, fala com o teu médico antes de treinar essa zona.
Leva isto para o teu treino
Reforça as costas e os ombros. Remadas e puxadas são um bom ponto de partida para quem passa muito tempo à secretária. E não precisas de viver no ginásio: duas horas de força por semana já podem fazer diferença.
Inclui o tronco. Pranchas e exercícios de rotação controlada ajudam-te a estabilizar o corpo, dentro e fora do ginásio.
Deixa o pescoço com carga para os pilotos. Esse treino é específico da modalidade. Se queres trabalhar esta zona, pede ajuda à equipa do teu clube para escolheres exercícios adequados ao teu caso.
Mantém o cardio na rotina. Passadeira, bicicleta ou aulas de grupo, conforme a programação de cada clube. Se ainda não sabes por onde começar, vê como escolher entre força, cardio ou aulas.
Levanta-te mais vezes. Uma pausa curta entre tarefas ajuda-te a passar menos tempo seguido na mesma posição.
Dorme e bebe água. Não vais perder 4 kg numa tarde, mas a hidratação e o sono também contam para quem treina depois do trabalho.
Ninguém te vai entregar um troféu por teres saído da secretária. Mas chegar ao fim do dia com mais energia e um corpo mais preparado para a tua rotina já é uma boa vitória.
Treina + = Ganha +
Este é um bom momento para começar: tens 50% de desconto na inscrição. Treina 12 vezes no primeiro mês e o 2.º mês é grátis.
Condições e serviços sujeitos à disponibilidade de cada clube. Este artigo tem fins informativos e não substitui aconselhamento médico.
Fitness to Enjoy.